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Hipergamia: a estratégia sexual feminina (aula inicial)

Imagine o seguinte: você passou boa parte da sua vida desenvolvendo habilidades necessárias para sua carreira. Você tem um emprego em uma empresa decente e ao longo dos anos você provou seu valor no que faz.

Agora que você está no seu auge tem surgido inúmeras outras oportunidades e propostas de emprego. Empresas melhores estão te cortejando, oferecendo vagas muito melhores do que a que você ocupa agora.

De todos os lados as ofertas surgem. Dizem pra você que você é valioso. Suas habilidades são exatamente o que estão procurando. Todas as grandes empresas querem que você trabalhe para elas e fazem ofertas de salários muito maiores e de condições muito melhores do que na empresa que você está agora.

Você permanece na sua empresa atual apenas por lealdade?

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É claro que não.

Você toma uma atitude inteligente para sua carreira e aceita a melhor oferta, porque isso não passa de uma decisão de negócios. Seus amigos não vão te odiar por você deixar a antiga empresa. Seus colegas não vão te julgar mal por isso. Seus pais não vão te dar um sermão. Você recebeu uma oferta melhor, e é claro que você iria aceitá-la.

Você deveria aceitar a oferta de baixo valor de uma empresa que mal sobrevive, quem dirá recebe lucros? Você deveria ir para uma empresa que oferece um décimo dos benefícios que outra empresa oferece?

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É claro que não.

Você aceita a proposta da empresa que te dá mais benefícios. Você tem o que ela quer, e ela vai te compensar generosamente por isso.

Você deveria largar o antigo emprego sem antes buscar novas e melhores oportunidades de emprego?

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É claro que não.

Você foi aconselhado a vida toda a não largar um emprego enquanto não tivesse outro esperando por você.

As mulheres veem o mercado sexual como os homens veem o mercado de trabalho

Estes são exemplos básicos de como os homens veem o mercado de trabalho. Você toma a melhor decisão para você. Moralidade não tem nada a ver com isso.

Pessoas diferentes tem experiências diferentes. Algumas pessoas preferem trabalhar em uma grande e tradicional empresa onde elas se sintam seguras em relação ao seu futuro financeiro. Algumas pessoas preferem trabalhar em uma “startup” onde elas possam ter maior flexibilidade e buscar por novidades e adrenalina.

Mais uma vez, essas são apenas decisões de negócios, que muitas vezes só dependem do momento em que a pessoa está vivendo.

A maioria das mulheres passaram boa parte dos seus dias e de suas vidas aprendendo uma habilidade acima de qualquer outra: como atrair e gerenciar os homens. Elas amadurecem mais rapidamente que os homens (até certa idade) e elas são expostas a situações sociais em uma escala muito maior do que os homens.

Desde a adolescência as garotas participam de muito mais interações interpessoais do que os garotos, consensualmente ou não. Um grupo de garotas adolescentes andando num shopping é muito mais propensa a engajar em uma interação com garotos do que o contrário.

Em uma balada, um homem pode passar a noite toda sem falar com ninguém se ele não tomar uma iniciativa. Já uma mulher irá ter interações com algumas dezenas de homens que darão em cima dela mesmo que ela não faça absolutamente nada para que isso aconteça.

Ou seja, desde adolescentes as mulheres lidam com muito mais interações do que os homens. E a habilidade social nada mais é do que uma habilidade. Quanto mais se usa, maior será a habilidade do indivíduo. É por isso que, em geral, as mulheres tem uma consciência interpessoal muito mais desenvolvida do que os homens.

Isso é a base da hipergamia: a oferta quase infinita de homens dispostos a cortejar uma mulher. 

E quanto mais alguém é exposto a uma situação, menor serão os gatilhos emocionais acionados quando deparado com a mesma situação no futuro.

É por isso que as mulheres veem o mercado sexual como os homens veem o mercado de trabalho. O prospecto de novas ofertas quase não as afeta mais. Não há mais gatilho emocional quando elas encontram uma nova oferta de relacionamento, assim como não há gatilho emocional para um homem que recebe 10 ofertas de emprego por dia.

Essa natureza hipergâmica leva as mulheres às mesmas conclusões em relação aos homens que as conclusões que eu descrevi acima sobre o trabalho. Elas apresentam pouco ou nenhum  remorso sobre suas atitudes porque para elas, em geral, essas decisões já foram tomadas tantas vezes em suas vidas que não há mais novidade em tomá-las novamente.

A qual empresa eu devo dedicar boa parte da minha vida? À melhor, é claro! Não há excitação emocional em tomar a melhor decisão pra mim.

A maior diferença reside na aceitação social. Nos negócios, esse tipo de decisão é socialmente aceito. Negócios são transacionais por natureza. Ninguém discute isso. Mas diga em voz alta que relações interpessoais são transacionais por natureza e você será taxado de sociopata.

Ao convencer os homens que relacionamentos não são transacionais, as mulheres detêm um enorme poder. Você deveria amá-la pelo que ela é, e não pelo que ela tem a oferecer pra você. Não importa que você seja quem mais traz valor para o casal, afinal, ela é diferente de todas as outras garotas.

Concluindo

De forma alguma eu faço qualquer tipo de crítica moral em relação a esse comportamento transacional. Eu acredito que as mulheres são muito mais pragmáticas do que os homens em relação aos relacionamentos e também acredito que os homens deveriam aprender isso com elas.

As mulheres, aos poucos, vão deixando de ter uma reação emocional ao lidar com as situações descritas no artigo e não poderia ser diferente: do contrário, elas viveriam sob um constante influxo de sentimentos de culpa e inadequação.

De tanto receberem “ofertas”, elas se tornam menos sensíveis (ou mais “calejadas”).

E não há nada de imoral nisso, devo salientar. É apenas um mecanismo emocional honesto e pragmático que foi desenvolvido para a própria defesa de sua saúde mental.

Você, eu, ou qualquer um também funcionamos exatamente da mesma forma. Quanto mais expostos a um estímulo, menos reagiremos a este estímulo.

Porém, as implicações que isso tem no mercado sexual são incontáveis. A hipergamia afeta cada um de nós diariamente, individualmente, e para sempre.

Não há como fugir da hipergamia, pois ela é instintiva. A hipergamia é da natureza da mulher.

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O que escrevi aqui é uma metáfora para facilitar o entendimento de como essas relações funcionam. A metáfora dos empregos foi utilizada porque a maioria dos homens é familiar com isso.

Existem inúmeras considerações a serem feitas, e inúmeros melhoramentos à metáfora que expus aqui, mas esta é a aula inicial sobre a hipergamia. Na próxima aula nos aprofundaremos mais nesta questão.

 

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9 comentários em “Hipergamia: a estratégia sexual feminina (aula inicial)

  1. Era exatamente disso que eu tava precisando. Muito obrigado mesmo. Gosto muito de como você escreve.

    1. Obrigado, Nobre! Meu trabalho é justamente tentar ser o mais didático possível.

  2. Excelente Denis
    Muito cara tem peninha de deixar a mulher no vácuo, ou trair ela pensando na dor dela, mas elas ao contrário não tem pena nenhuma porque pra elas já é tão comum que fica indiferente emocional

    1. Muitas vezes elas ficam tão calejadas emocionalmente que elas de fato ficam indiferentes.

  3. Renata que livro é esse? Desse tipo tem muitas por aí, e amigos, só aviso uma coisa: protejam-se.

    Ps: Ótimo artigo.

Comentários fechados.