A negação plausível: como as mulheres se comunicam quando estão interessadas sexualmente em alguém

  • Negação plausível como seduzir com palavras

A negação plausível: como as mulheres se comunicam quando estão interessadas sexualmente em alguém

Ah, a gente foi pra casa dele assistir um filme e quando percebi já tava na cama dele.. só aconteceu, sabe? hahahaha

Você provavelmente já ouviu mulheres falarem alguma variação da frase acima e se perguntou “Como uma pessoa vai na casa de alguém que ela tá ficando sem nem cogitar que eles vão transar?“.

Você não entende como é que alguém esteja tão absorta da realidade que se levantou do sofá enquanto via um filme, tirou sua roupa, se deitou na cama do cara e, quando foi perceber, já estava dando pra ele.

Você nunca ouviu um homem falar “só aconteceu, sabe?”, como se ele não tivesse responsabilidade nenhuma pelo que ocorreu.

Essa forma fingida de comunicar os fatos chama-se Negação Plausível e é bastante comum para uma mulher engajar nela.

E hoje você vai entender o porquê.

Homens transmitem informações; mulheres transmitem emoções

Diferenças na comunicação entre homem e mulher

A verdade é que homens e mulheres se comunicam de forma bastante divergente.

Enquanto os homens são mais diretos e usam poucas palavras para transmitir informações, as mulheres são indiretas e usam muitas palavras para transmitir emoções e estados internos.

Essa diferença na forma de comunicação entre os dois sexos traz um desentendimento enorme na compreensão do que o outro quer transmitir.

Quando eu escrevi o artigo 2 formas socialmente aceitas de chamar uma mulher para fazer sexo com você, eu dei uma leve rascunhada no assunto.

Quando falamos em atração, a negação plausível é o instrumento padrão da linguagem feminina.

Mas o que é exatamente a negação plausível?

A negação plausível é uma forma ambígua de comunicar os fatos que ocorreram de forma que essa pessoa possa negar a verdadeira intenção do que foi falado ou até mesmo negar um envolvimento consciente no fato.

Em outras palavras, quando alguém usa a negação plausível ela comunicou de forma tão indireta e dando margem a tantas interpretações, que fica impossível para alguém dizer qual foi a verdadeira intenção daquela comunicação (calma, eu já vou dar alguns exemplos daqui a pouco pra você entender melhor)

A negação plausível é uma convenção que serve a um propósito bastante específico para a mulher: se omitir ou se isentar da responsabilidade de suas palavras e dos seus atos.

Quando uma mulher diz que o sexo “simplesmente aconteceu” ela se exime de qualquer culpa.

O que ela quer dizer é que ela só estava naquele lugar e naquele momento, ela não faz nada para aquilo acontecer.

Então se ela foi pra casa de um homem que ela tava ficando para “assistir a um filme” ela não estava esperando que nada além de ver um filme acontecesse.

Se o sexo aconteceu, não foi culpa dela. Mesmo que antes de sair de casa ela tenha se depilado e colocado uma lingerie fio dental.

As mulheres estão acostumadas a não assumir responsabilidade pelos seus atos e a negação plausível é uma eficiente arma no seu arsenal para promover esse tipo de atitude.

 

Se você ainda não entendeu, aqui vão alguns exemplos de negação plausível

Eu sei que você, leitor homem, ainda não compreendeu totalmente o que é a negação plausível.

Como disse, a sua comunicação está baseada em transmitir informações, então fica difícil compreender de cara como essa comunicação indireta feminina é arquitetada.

E ainda mais: por que as mulheres se comunicam desse jeito?

Se comunicar assim atinge vários propósitos de uma vez só e nos exemplos a seguir explicarei eles melhor.

Exemplo #1

Mulher sente cheiro de perfume

Quando uma mulher diz “nossa, que perfume gostoso!” com um sorriso no rosto, nós homens entendemos que ela simplesmente gostou do cheiro que borrifamos na nossa pele que saiu de um vidrinho que compramos no shopping por R$200,00.

Mas vamos ao contexto.

A garota do exemplo olhou nos olhos de um homem e elogiou, com um sorriso no rosto, o aroma que ela sentiu nele.

Só que o cheiro de uma pessoa está intimamente ligada à sua sexualidade.

Por exemplo, se você vir na rua  uma mulher fisicamente feia, mas sentir um cheiro gostoso vindo dela, imediatamente você passará a considerá-la um pouquinho mais atraente.

Um elogio ao cheiro de uma pessoa é um elogio direto à sua atratividade.

Ou seja, ela basicamente deu uma cantada no cara. Mas essa cantada é muito mais complexa do que a comunicação masculina (como chamar uma mulher de gostosa, por exemplo).

Ela é complexa porque ela produz diversos efeitos ocultos, que a comunicação direta é incapaz de produzir:

1. Se a mulher não receber uma resposta positiva, a negação plausível protege seu ego de uma rejeição.

Se o cara não responde positivamente, fica mais fácil de ela racionalizar pra si mesma que o cara não entendeu a sua cantada ou até mesmo que ela mesmo não deu propriamente uma cantada, pra começo de conversa.

Afinal, ela só elogiou o perfume dele.

2. Se alguém à sua volta ouvir o que ela disse, a negação plausível dá os recursos para que ela possa negar qualquer intenção sexual da frase.

Mais uma vez, ela só elogiou o perfume do cara e não o cara.

Se um possível namorado dela ouve o que ela diz, ela pode muito bem negar que flertou com ele dizendo exatamente isso. Ou seja, ela dá em cima sem dar.. ela pode flertar sem ter nenhuma consequência.

E aí se alguém acusar ela de estar flertando, ela pode virar o jogo e dizer que o acusador está sendo maldoso e até fazer com que ele se saia mal no fim.

“Nossa, como você é ridículo! Seu ciúme tá passando dos limites! Não aguento mais nem poder conversar com alguém que você vem correndo me atacar!”

3. E, por último, a negação plausível transfere toda a responsabilidade de tomada de atitude para o receptor da mensagem (no caso, o homem).

Ou seja, a mulher só dá a brecha para a ação.

Para que algo ocorra, para que o processo de sedução continue, é o homem que tem que entender que essa brecha foi aberta e agir em cima dela.

Assim, ela pode permanecer em sua posição passiva e fingir que não fez nada.

Como eu já demonstrei em outros artigos, as mulheres simplesmente odeiam ser ativas.

Elas só vão tomar atitude como último recurso (caso ela esteja muito a fim do cara e ele não entenda suas indiretas).

Algumas mulheres mais ousadas poderiam ser um pouco mais diretas e dizerem “que homem cheiroso!” ou “adoro homem cheiroso” ou “adorei seu cheiro”.

De qualquer forma, todas essas frases também são  passíveis de negação plausível.

Exemplo #2

Negação plausível no sexo_opt

Agora vamos a um exemplo bem distinto deste.

Uma forma de negação plausível muito conhecida por quem estuda sedução e PUA é o “bitch shield”, ou “anti-slut defense”.

A definição em português desses termos é quando uma mulher tenta se defender da fama de “fácil” ou de “puta” ao dizer algumas simples frases.

“Eu não vou transar com você hoje.”

“Eu não sou desse tipo de mulher. Tenho que namorar antes de transar.”

“Eu não transo na primeira noite.”

“Eu vou pra sua casa mas a gente não vai fazer nada, ein?”

De todas as vezes que eu ouvi essa frase, em 99% delas terminei a noite com a garota na minha cama.

Elas são negações plausíveis porque elas atingem a um propósito oculto: dizer que se os dois acabarem transando, a culpa é exclusivamente do cara.

Afinal, ela já disse que não vai transar com ele.

Mas se a garota está dizendo que não vai fazer sexo, é porque ela está pensando em fazer sexo.

E aí ela chega na casa do cara, tira a roupa, transa com ele, faz anal giratório, e no final termina a noite como santa. Afinal, ela não buscou ativamente o sexo.

Na verdade, ela “negou” o sexo em primeira instância.

Lembro de uma situação em que eu estava pelado com uma garota no sofá de casa, ela subiu em cima de mim, colocou meu pau dentro da buceta dela e disse “A gente não vai transar hoje”.

Sim, a negação plausível às vezes chega nesse nível de descolamento da realidade.

É óbvio que o tal do “anti-slut defense” é completamente diferente de uma negação. Se uma garota disser “não” é não. Se ela parecer desconfortável, pare na hora o que estiver fazendo.

O que um homem de verdade faz nesse hora é perguntar pra ela o que há de errado, se ela está confortável, conversa com ela. As vezes a garota não está segura e não está se sentindo bem.

Não há problema algum aqui, cada mulher tem uma reação diferente quando vai transar com um cara pela primeira vez.

Agora, se ela disser “a gente não vai fazer nada, ein?” enquanto abaixa o seu zíper e coloca o seu pau na boca dela, a história é completamente diferente.

Como elas mentem usando a negação plausível: a verdade contada aos pedaços

Uma das faces perversas da negação plausível é que ela pode ser usada para mentir, mesmo que esteja contando a verdade.

Isso pode ser chamado de “verdade contada aos pedaços” ou de “verdade incompleta”.

Para facilitar o que vou dizer, antes veja este vídeo:

Nota: este é um trecho do filme “Fim dos Tempos” do M. Night Shyamalan. Não perca o seu tempo de vida assistindo-o, o filme é uma merda.

O exemplo acima ilustra o porquê e como as mulheres usam o artificio da verdade incompleta.

Primeiro ela conta um pedaço da verdade: saí comer uma sobremesa com um colega de trabalho e menti pra você.

E então ela espera a reação dele.

No exemplo, o personagem do Mark Wahlberg é um Beta que mesmo em uma situação apocalíptica, reage como todo beta reagiria: indignado porque a sua garota mentiu para ele.

Fica óbvio que a situação é bem mais profunda: se ela saiu com um cara do trabalho escondida e ainda mentiu pra ele, é porque ela sentia atração pelo colega e queria ver “o que ia dar”.

Ela estava esperando ser cortejada pelo colega e, caso eles terminassem o encontro na cama dele, não seria culpa dela.

Afinal, como ela usou uma negação plausível “saí apenas para comer uma sobremesa com ele” ela se exime de qualquer culpa do que acontecesse depois.

O que ela fez ali foi testar a reação do seu namorado. Ela queria saber a quantidade de verdade que ela poderia contar.

Se ele não tivesse reagido como um tapado e ouvido o que ela tinha a dizer fingindo não se preocupar, ela provavelmente iria contar o resto da verdade.

Se ele tivesse sido estóico, se ele tivesse sido um Alfa, ele iria descobrir toda a verdade.

Aliás, ele nem precisaria de mais informações: ele logo perceberia que ela deu uma abertura para que o colega de trabalho soubesse que ela estava interessada sexualmente nele e saiu em um encontro com ele.

Como usar a negação plausível a seu favor?

James Bond Charme Flerte

As mulheres amam essa complexidade na comunicação. Elas adoram se sentir seduzidas aos poucos.

Desde crianças elas aprenderam a se comunicar desse jeito. Poucos são os homens que dominam comunicação indireta.

Quando elas encontram um homem que consegue se comunicar nesse nível, elas logo percebem que ele é um homem com muita experiência com as mulheres.

E isso é extremamente atraente para elas.

Uma das coisas mais charmosas que um homem pode fazer é usar a negação plausível a seu favor.

Mas como aprender a se comunicar desse jeito?

No começo é realmente difícil. A gente não aprende a conversar dessa forma.

Nosso cérebro masculino demora até a atingir uma maturidade de comunicação (mais sobre isso neste artigo).

O que você deve fazer para aprender é observar.

Observe como as mulheres se comunicam.

Assista a cenas de filmes em que o personagem principal seja charmoso e observe suas ações.

Veja vídeos de ótimos oradores e de políticos famosos.

Um ótimo exemplo de masculinidade e de perfeita execução de negação plausível está em uma cena do James Bond – Casino Royale.

Quando o personagem do Daniel Craig encontra a personagem da Eva Green pela primeira vez no trem, eles flertam de forma tão implícita que para um espectador desatento fica difícil perceber.

Mas o Daniel Craig é majestoso em sua atuação e tem um charme incrível nessa cena.

É visível que a atração que a atriz sente pelo ator não é atuação.

Conclusão

A negação plausível é uma ferramenta extremamente útil para se utilizar na hora da sedução.

Na verdade, ela pode ser usada em todas as esferas sociais da vida, não apenas na sedução.

Às vezes é melhor comunicar certos fatos de forma indireta, que não revelem a sua verdadeira intenção.

Políticos fazem isso.

Oradores famosos fazem isso.

O pessoal dos Recursos Humanos da sua empresa faz isso.

Aprender a identificar e entender as verdadeiras intenções das falas é um tipo de amadurecimento primordial na sua vida.

Aprendê-la e incorporá-la ao seu arsenal só vai te trazer benefícios.

 

 

P.S.

Eu tenho uma pergunta para você, leitor do Novo Homem:

Ultimamente venho escrevendo textos maiores, de mais de 1000 palavras (este, por exemplo, tem mais de 2000). Antigamente eu escrevia textos mais curtos e menos densos.

De qual tipo de texto você prefere?

Gosta dos textos grandes e que explicam detalhadamente os meus pontos?

Ou preferem textos curtos que explicam o básico dos conceitos?

Diga nos comentários!

 

COMPARTILHE ESTE ARTIGO COM SEUS AMIGOS: