A punheta da prudência e da sabedoria

A punheta da prudência e da sabedoria

Eram 3 horas da manhã e tinha acabado de chegar de uma balada com uns amigos.

Completamente bêbado, comecei a mandar mensagem para todas as garotas do meu Whatsapp e do Tinder. Qualquer mulher que quisesse dar pra mim naquele exato momento seria minha salvação.

Enchi a cara de Catuaba a noite toda. Dei em cima de mais de vinte garotas.

Beijei uma. Beijei, beijei e nada aconteceu.

E aí meus amigos quiseram ir pra casa e tive de ir com eles, porque eram minha carona.

Porra,penseique merda! Tô aqui louco de catuaba, aquela mina não quis me dar e ainda vou pra casa sozinho?”

E então, caído em desespero no meu sofá, surge uma luz: uma garota ligeiramente gordinha, mas bonita, que parecia estar super a fim de mim foi a única que me respondeu imediatamente e disse que tava sem fazer nada também.

Caralho!! A luz no fim do túnel!!

E ela ainda morava sozinha. BINGO! É agora!

Depois de cinco minutos de conversa ela me passa seu endereço. Eu chamo um táxi e dou as direções. Mais de 40 reais de corrida depois chego lá, ainda bastante bêbado.

Toco o interfone do apartamento dela e um pouco de bom senso vem à minha mente Pera, como a mina me chama assim pra casa dela sem nem me conhecer? Será que vou me foder nessa?“.

Ela atende o interfone e manda eu subir. Entrei no elevador e apertei o botão do 12º andar.

Meu estômago percebe que alguma coisa tá errada. É óbvio que eu ia me foder.

Na hora que chego ao andar dela, ela abre a porta sem nem eu tocar a campainha. Quando olho pra ela percebo que devia ter ouvido meus instintos.

Aquela pequena mamute aparece na porta com um tipo de pijaminha que acentuava ainda mais o quanto ela gostava de tomar leite condensado direto da lata.

Ela tinha conseguido esconder pelo menos 60% da massa corporal dela só sabendo manipular o ângulo em que ela tirou a foto.

Se estivesse em perigo, o Ace Ventura conseguiria se esconder dentro dela.

Ace Ventura dentro do rinoceronte

Meu estômago dá uma revirada, mas porra, tô aqui! Bora pra luta!

Ela me chama pra dentro e me cumprimenta com um beijo na boca.

Mas aquele beijo.. Meu Deus, como é possível que uma mulher com mais de 20 anos de idade ainda não saiba beijar?

Aquele monstrinho metia a língua dentro da minha boca como se estivesse buscando algum teco de bacon lá dentro.

Já tô aqui, vou honrar a camisa!

Quando sento no sofá dela e olho direito para seu rosto passo a amaldiçoar todos os editores de foto que já existiram.

Filhos de umas putas que criaram essas porras conhecidas como “filtros de fotos” que transformam toda mulher repugnante em alguém que a gente gostaria de levar pra casa e apresentar pra mãe.

Mas devo reconhecer sua habilidade em esconder a feiura de seu rosto pelas fotografias. Se eu mostrasse as fotos dela para todos os homens do planeta terra, provavelmente a grande maioria diria “como fácil!”.

Já se eu mostrasse ela ao vivo, só sobrariam alguns fetichistas bizarros dispostos a tal empreitada.

Quantos caras já não caíram nessa armadilha? Pensei por um instante.

Então ela fica de joelhos na minha frente, abre meu zíper e começa a me chupar. Como toda gorda, ela chupa meu pau como se fosse o último pau da face da terra.

Bem, já que tô aqui vou aproveitar! Melhor do que usar a minha mão, não é mesmo?

Eu gozo e ela engole tudo. E aí ela olha pra minha cara, abre o sorriso mais feio que eu já vi na minha curta existência neste planeta e diz “Agora é a minha vez!”.

Até aquele exato momento tava tudo mais ou menos ok. Eu estava excitado, tava desesperado por dar uma gozada e a “gordinha” mandava muito bem no boquete.

Mas quando ela disse “é a minha vez” um pavor atingiu minha alma. Um calafrio subiu minha espinha. Porra, o que ela queria?

Meu Deus! O que eu tô fazendo aqui?

Gordas também amam_opt

Será que ela queria que eu comesse ela?

Eu não sabia nem como meu pau ficou duro olhando aquele negócio ajoelhado na minha frente… eu tinha a certeza que ele jamais ficaria em pé de novo vendo aquilo de quatro!

Será que ela ia pedir pra eu chupar ela?

A imagem de uma porca toda peluda e suada entrou na minha mente e naquele momento percebi que precisava agir logo.

Tive o raciocínio mais rápido da minha vida e, antes que ela dissesse mais uma palavra, usei toda minha força pra deslocar toda aquela massa e colocar ela deitada no sofá, e então enfiei a minha mão dentro da calça dela.

UFA! Minha língua tá salva! Obrigado cérebro, te devo uma.

Ela começa a gemer e pedir pra eu colocar meu “piu piu” dentro dela.

Sim, caralho, puta que pariu, ela pediu meu PIU PIU.

MEU PIU PIU!

A desgraçada pediu meu piu piu. É isso que ela pediu. Meu piu piu.

Tudo bem. Tudo bem. Fingi que não ouvi, falei que ela era gostosa e pedi pra ela gozar pra mim.

Como eu queria que aquilo terminasse logo.

Depois de um tempo digo que minha mão tá doendo. Ela fala pra mim que tá tudo bem, que é muito difícil pra ela gozar e que quase nunca consegue.

E aí disse que ainda me queria dentro dela.

ESSE INFERNO NUNCA IA ACABAR?

A punheta da prudência e da sabedoria_opt

Falei pra ela que eu precisava ir embora, que ia acordar cedo no outro dia e que já estava tarde. Tinha que ir pra casa. PRECISAVA IR PRA CASA!

Eram 5 da manhã de um domingo. O que eu iria fazer daqui a algumas horas eu não soube dizer. Mas tinha que ir embora.

Ela me pediu pra eu abraçar ela por um tempo e eu a abracei. Não tinha como negar isso.

Naquele momento percebi o quanto solitária e carente ela devia ser.

Afinal, ela chamou um cara pra casa dela sem nem ao menos saber quem ele era. Ela o convidou mesmo correndo riscos extremos pra sua segurança, só porque ela queria ter alguém ao lado dela naquela noite.

Ela foi tratada como uma qualquer e, ainda assim, ela pediu um abraço. Apenas um abraço.

Eu fiquei triste com isso. A vida dela não devia ser muito fácil. A rejeição devia ser algo que ela sofria constantemente.

Mas eu ainda precisava ir embora, não queria ficar ali. Não dava mais pra mim.

Abracei ela por um tempo, dei um selinho em sua boca e fui embora.

Ao voltar pra casa decidi não voltar de táxi. A essa hora já tinha transporte público funcionando e eu não merecia um táxi. Peguei um ônibus e fui me martirizando no caminho.

No metrô, repensei sobre a minha vida. Repensei sobre cada uma das ações daquela noite que me fizeram estar ali, naquele momento.

Caralho.. O que eu tô fazendo com a minha vida?

Tive que pegar mais um ônibus pra minha casa. Olhar algumas pessoas subindo no ônibus vestidas com uniformes, claramente indo para o trabalho àquela hora, trouxe um vazio ainda maior pra minha alma.

Ao chegar em casa, abri a porta da entrada e o meu celular se ligou automaticamente ao Wifi.

Toca a notificação de mensagem e quando leio vejo que é uma mensagem da gordinha.

Ei, adorei hoje! Vamos repetir mais vezes, sem pressa pra ir embora da próxima rsrsrs bjão :****

*

Tudo isso poderia ter sido evitado se eu tivesse batido uma única punheta assim que chegasse em casa.

As minhas sinapses sairiam da cabeça do meu pau e voltariam para o meu cérebro. Eu perceberia que as chances de eu me dar bem seriam menores do que tomar dois raios na cabeça enquanto ganhava na Mega-Sena.

Não faça como eu, querido leitor.

Bata sempre a sua punheta da prudência e da sabedoria antes de sair de casa.