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Lições aprendidas em 2014 podem mudar sua vida (ou: Como ser seu próprio guru)

2014 foi um ano diferente pra mim. Foi o ano em que mais fiz sexo com novas mulheres, o ano em que mais conheci mulheres diferentes e loucas (e consequentemente o ano em que mais corações eu quebrei), o ano em que finalmente percebi que são realmente poucos os amigos que posso chamar de amigos e foi o ano que eu finalmente aprendi que as palavras valem mais do que as ações.

Deixando de lado essa última realização que falarei em um próximo artigo, vou te explicar como tirar lições de suas experiências que podem mudar sua vida.

Quero que você entenda a importância do que eu vou te explicar agora. Aplicar isso realmente vai te dar uma consciência do que te faz feliz e do que te faz infeliz. Faça um favor pra você mesmo e reserve um tempo para fazer o exercício que darei ao final do texto.

Por que aprender com suas experiências/erros/acertos?

Esta é uma pergunta que a princípio parece besta, mas que você deve fazer a si mesmo antes de começar qualquer processo de instrospecção e de se tornar seu próprio guru.

A resposta mais lógica pra essa pergunta é: porque eu posso repetir meus sucessos e evitar os mesmos erros. Simples, não é mesmo? Não, não é tão simples.

É chocante como a maioria das pessoas não aprendem com suas próprias experiências. Em conversas com conhecidos descubro que praticamente ninguém para por um segundo para avaliar como foi o seu último ano.

Lidar com a vida usando a máxima “deixa a vida me levar” é completamente irracional. É a lógica que o seu cachorro ou o seu gato usam no dia-a-dia. Você é um homem racional, você tem que honrar essa porra de cérebro que tá aí dentro da sua cabeça.

Sério, parceiro. Como é que você pode passar décadas da sua vida, diariamente, pensando em como resolver problemas dos outros e não os seus próprios? Pois é isso o que você faz no seu trabalho todos os dias. Você dedica por volta de 80% do tempo útil da sua vida para o seu chefe mas não dedica duas horas em um ano todo (que tem 8760 horas) pra melhorar o seu próprio futuro?

Então a resposta à pergunta é simples porém tomar uma atitude não é. Por que você deve aprender com suas experiências? Porque se você não aprender, sua vida vai continuar pra sempre do jeito que está. Você pode mudar de emprego, de esposa, de marido, de casa, de cidade, mas você vai continuar vivendo do mesmo jeito que você vivia antes. Muda-se a moldura, mas o quadro continuará o mesmo.

O que aprender e o que não aprender (ou: como não aprender coisas erradas)

 

Tão importante quanto aprender com as experiências é tomar o cuidado para não aprender coisas “erradas”.

Um exemplo clássico de como não aprender com suas experiências é o do cara que foi traído por uma mulher e a partir de então ele acredita que absolutamente todas as mulheres são o demônio (menos sua mãe, claro).

Essa é uma forma errada de olhar pros problemas por dois motivos:
– generalizou um problema que era individual;
– deixou que suas emoções negativas relativas à traição afetassem seu julgamento.

Posso dizer que 90% dos erros de julgamento dos problemas do passado caiam sobre esses dois fatores. Emoções exacerbadas afetam qualquer tipo de racionalidade. Generalizações radicais em geral estão equivocadas.

Assim, uma boa forma de saber se uma concepção que você criou é válida ou não, é discutí-la com algum amigo que você considere mais maduro que você. Se você não tiver um amigo assim, escreva exatamente o que você pensou em um pedaço de papel e releia o que tá escrito daqui a uma semana ou duas. Se a ideia ainda disser muito sobre você, então você pode levá-la em consideração.

 

O que fazer, exatamente:

Pegue um papel (ou abra um arquivo no bloco de notas) e responda às seguintes perguntas da forma mais honesta que conseguir. Dedique pelo menos 20 minutos para esta tarefa:

– quais foram os 5 momentos mais felizes de 2014?
– quais foram os 5 momentos mais tristes 2014?
– quais desses momentos acima eu fui responsável por acontecer?
– o que eu posso fazer para repetir os bons momentos e para evitar os maus momentos?

– quem foi a pessoa mais legal e a mais chata que eu conheci em 2014?
– por que as qualifiquei assim? O que eu posso aprender com elas?

– o que fiz em 2014 que nunca tinha feito antes? Foi positivo ou negativo?
– o que eu gostaria de ter feito em 2014 mas não fiz? Deveria ter feito ou não?
– o que eu não posso deixar de fazer em 2015?

– quais eram meus objetivos no começo do ano? Eu os realizei?
– se sim, como os realizei? Se não, por que não os realizei?

Se você respondeu honestamente às perguntas vai perceber um certo padrão nas respostas que vão condizer com a sua personalidade. Quando eu respondi a essas perguntas eu percebi que a pessoa que eu mais gostei de conhecer em 2014 é uma pessoa positiva, de bem com a vida e que não julga ninguém. A pessoa mais chata é uma que é negativa, usa diversas drogas pra fugir da realidade trágica de sua vida sem problemas e que é a primeira a criticar e falar mal dos outros.
Assim como percebi também que os momentos mais felizes aconteceram ao lado de pessoas positivas. Os momentos mais tristes aconteceram ao lado de pessoas negativas.

Pegue esse papel (ou arquivo de texto) e guarde ele por um tempo. Leia ele de novo daqui a um mês. Você vai perceber que durante este mês muito do que ali estava escrito se repetiu: os bons momentos acontecerão sempre no mesmo contexto positivo; os maus também acontecerão sempre num mesmo contexto negativo.

É por isso que digo que essas perguntas simples te ajudarão a refletir sobre como tornar o seu próximo ano em um ano melhor. Se você investir nas respostas, você pode mudar sua vida.