O Ponto da Virada: como o contexto pode influenciar o outro

O Ponto da Virada: como o contexto pode influenciar o outro

O leitor frequente do Novo Homem (você) tem um perfil de quem gosta de consumir muita informação.

Eu vejo pelo Analytics, um aplicativo que analisa o comportamento dos visitantes do site, que em geral um leitor não lê apenas um artigo: ele lê 3 ou 4 em um dia. Tem alguns visitantes que passam até horas no site.

Como sou um leitor ávido (quando tenho tempo leio 6~8 livros em um mês), juntei o agradável ao útil:

Decidi que vou fazer análises desses livros que leio mensalmente e que tenham relevância com o conteúdo do site.

Assim, você que tem ânsia por ler um conteúdo voltado a homens de verdade vai ter mais recursos para saciá-la, fugindo um pouco da esfera do meu site.

Pretendo deixar as análises bem curtas e diretas ao ponto para que elas não me tomem muito tempo e, com isso, não atrapalhem a produção dos artigos aqui do site.

Vou testar esse tipo de análise para ver a reação dos visitantes. Se for bem recebido, continuarei. Se não for, não.

Livro Malcolm Gladwell Tipping Point

Dito isto, começo essa primeira análise com um livro bem simples de ler e que, à primeira vista, parece estar fora do escopo do que escrevo aqui.

O livro O Ponto da Virada, do Malcolm Gladwell, é um ‘clássico’ de análise de comportamento humano. Ele é lido por estudantes de administração, economia, psicologia e por pessoas que ficam curiosas para entender essa faceta. Foram vendidos alguns milhões de exemplares e o Gladwell ficou por um bom tempo na lista dos mais vendidos.

Se você analisar o livro atentamente, verá que quase tudo o que está escrito nele se encaixa no que eu escrevo aqui.

Vamos às semelhanças:

Tipping Point: como minúsculos fatores podem alterar todo um contexto

O Ponto da Virada metro de nova york anos 80 malcolm gladwell

O argumento condutor de todo o livro é de que quando se alteram minúsculos fatores dentro de um ambiente, todo o contexto pode se alterar também.

Explicando com um exemplo do próprio livro:

Havia uma crise de violência em Nova York no começo dos anos 90, com taxas de homicídio altíssimas e Gladwell estudou o caso específico do metrô da cidade.

O metrô era uma espécie de Praça da Sé: haviam inúmeros casos de vandalismo, assalto à mão armada e até assassinatos. As pessoas de bem deixaram de usar o serviço por medo.

Qual foi a solução?

Simplesmente pintar os trens para eliminar a pichação e prender os usuários que não pagavam passagem.

Isso fez diminuir a quase zero a quantidade de trombadinhas e mau-elementos circulando pelo local. O metrô voltou a ser usado por todos e o serviço virou referência mundial.

Mas como uma lata de tinta e um policial podem fazer tanta diferença?

É isso que o Gladwell explica no livro.

Como isso se aplica ao homem de verdade:

Ok, eu vou dar uma esticada monstruosa nesse conceito, mas tenha boa vontade para entender o que eu quero dizer.

Mudanças minúsculas são capazes de causar uma mudança drástica em várias instâncias da vida.

É isso que eu quero mostrar quando digo pra você parar de assistir pornografia, por exemplo.

A partir do momento que você se abstém desse estímulo artificial da pornografia, seu cérebro muda.

Se você cumprir o desafio de ficar 90 dias sem assistir à pornografia e sem se masturbar, você vai perceber uma série de mudanças:

Mais energia e disposição no seu dia; mais força de vontade; mais motivação; confiança nas alturas; maior extroversão (há casos de pessoas extremamente introvertidas que se transformaram em extrovertidas só por pararem de ver pornografia); libido nas alturas; voz mais grossa;  maior dominância; mais segurança, etc, etc.

Como uma mudança tão pequena assim é capaz de causar tantas mudanças? Se você ler o livro você vai entender. Mas, um resumo tosco: pequenas mudanças específicas podem causar resultados nunca antes pensados.

É isso que eu quero mostrar quando digo pra você ir pra academia e ficar forte, por exemplo.

A partir do momento que você ganha massa muscular, tudo à sua volta muda.

As mulheres prestam mais atenção em você; os homens te respeitam mais; sua energia, disposição e libido aumentam; os problemas da vida parecem se tornar cada vez menores; etc.

Certas mudanças de comportamento são capazes de causar mudanças enormes na sua vida.

O Poder do Contexto:

O Ponto da Virada O Poder do Contexto

O conceito de Poder do Contexto sugere que muitas vezes tomamos atitudes por causa do que está acontecendo à nossa volta; e não porque a atitude seja um reflexo direto da nossa personalidade.

Por exemplo, você pode ser o cara mais higiênico do mundo, mas se você estiver em uma rua completamente suja e tenha acabado de tomar um refrigerante, você não vai se importar tanto em guardar a latinha até encontrar uma lixeira sendo que a rua  toda está completamente em ruínas, cheia de papelão, móveis estragados, entulho, sujeira, merda de cachorro.

O Poder do Contexto mostra que, dadas certas condições do ambiente, a gente pode tomar atitudes que não tomaríamos se pensássemos racionalmente sobre ela.

Como isso se aplica ao homem de verdade:

Um homem de verdade tem a plena consciência desse fator. Nem precisava de um estudo para mostrar isso.

Por exemplo, um homem de primeira classe sabe que a forma como ele se apresenta para o mundo tem uma importância enorme.

Ele sabe que se ele for vestido com um terno barato e desalinhado em uma entrevista de emprego, suas chances cairão. Se ele não apertar a mão do entrevistador como homem, elas cairão um pouco mais. Se ele tiver medo de olhar nos olhos e de falar com segurança, é provável que ele nem seja cogitado para o emprego.

Ele sabe que o principal fator para levar uma mulher de uma balada para a sua casa não está ligado diretamente à atração da garota por ele: ele sabe que suas amigas têm uma influência muito maior sobre a decisão dela do que as suas próprias palavras. Ela vai ter receio do que elas vão pensar dela; ela vai ter receio do que os amigos do cara vão pensar dela; sem contar que se a logística for ruim, isso vai dificultar ainda mais a situação (se o cara mora muito longe, por exemplo).

Um homem de verdade sabe que se ele conseguir influenciar o contexto do ambiente, ele tem chances maiores de conseguir o que quer.

Nem tudo é baseado no seu próprio valor como pessoa. As vezes o contexto importa mais do que seu próprio valor.

Regra dos 150:

O Ponto da Virada Malcolm Gladwell A regra dos 150

A regra dos 150 demonstra que, em qualquer sociedade, o máximo de pessoas que podem pertencer a um mesmo grupo para que ele se mantenha coeso é de 150 pessoas.

Passando disso as relações dentro do grupo se tornam muito complexas e o cérebro humano não consegue mais processar tantas informações ao mesmo tempo.

Como isso se aplica ao homem de verdade:

Eu já falei um pouco sobre generalização em um artigo passado, e ele se encaixa perfeitamente aqui.

Outra coisa muito importante notar é que agora que nós nos tornamos seres extremamente interligados por conta das redes sociais como Facebook, Twitter e Tinder, os grupos hoje são excessivamente grandes.

Como nosso cérebro foi desenvolvido para lidar apenas com um grupo, fica difícil para entender todas as nuances dos diversos grupos sociais (amigos da faculdade, amigos do trabalho, amigos da faculdade, amigos dos amigos, amigos do namorado(a), etc).

Isso faz com que nem sempre um Alfa seja considerado Alfa em todos os ambientes e grupos sociais.

As vezes alguém considerado Alfa em um grupo pode não ser considerado Alfa em outro contexto social.

As vezes um Alfa que é dominante e seguro em um grupo social não consegue ter o mesmo sucesso em outros (e isso é bastante comum).

É por isso que tenho que lembrar sempre que ser Alfa ou ser Beta é simplesmente uma questão de nomenclatura. É uma questão de atitude. Ninguém é Alfa em todos os momentos da sua vida.

Essa Regra dos 150 também facilitou a propagação da hipergamia às claras. Hoje uma mulher não tem mais apenas alguns poucos Alfas para a qual se entregar: ela tem centenas deles disponíveis.

Conclusão

O Ponto da Virada é um ótimo livro que, quando lido à luz da experiência, pode mostrar muito mais do que o próprio autor quis passar.

O livro é bastante fácil e leve de ler. Tão leve que as vezes é possível ler 40 páginas em uma sentada.

É um tipo de entretenimento que ensina.

Essa análise foi de um livro bem simples e didático, simplesmente para testar esse tipo de artigo. Eu não quis começar com algo complexo porque seria mais complicado, basicamente. Se você gostou ou não gostou, por favor, diga nos comentários.

Nas próximas análises irei discutir sobre o que mais gosto: literatura.

Ainda não sei qual livro será analisado à luz do entendimento do conhecimento do Novo Homem, mas provavelmente será algum escrito por grandes Homens da literatura: Melville, Hemingway, Steinbeck, Orwell, Kipling.. você pode dar sua sugestão também.

 

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By |23 de Março|Livros|